Outubro, 2020

Sex16Out18:0020:00OnlineHorizontes e caminhos para a transformação social18:00 - 20:00 Tema:Ativismo,Cidadania,Comércio justo,Economia circular,Economia Solidária,Economias transformadoras,EnergiaTipo:Debate / Conversa

Descrição

Perante o agravamento das crises social e ambiental globais que se intensificaram a partir da crise financeira de 2007-2008, têm surgido várias iniciativas, diversas na sua natureza (projetos, cooperativas, associações, movimentos, etc.) e âmbito (político, ambiental, resiliência local, soberania alimentar, direito à habitação, etc.), propondo respostas alternativas ao sistema sócio-económico dominante. Cada iniciativa tem a sua própria orientação, motivações e estratégias, que lhe confere identidade própria, mas partilha com as outras pelo menos alguns dos seguintes pontos em comum: defendem a satisfação de necessidades concretas e uma vida boa para tod@s (em contraste com a visão economicista, materialista e mercantilista dominante); encaram as pessoas como seres complexos e relacionais (em contraste com o individualismo racional, competitivo e utilitarista); defendem a sustentabilidade ambiental regenerativa, a biodiversidade e a etnodiversidade; promovem a solidariedade, a equidade e a justiça social (em contraste com o corporativismo, o nacionalismo, o patriarcado e a xenofobia); rejeitam, o capitalismo, a ‘economia verde’ e a tecnocracia; defendem a democracia participativa, a horizontalidade e o comunitarismo; promovem mudanças de sistema ou de paradigma em vez de reformas políticas parcelares; apostam em práticas e experimentação local e no presente, com objetivos concretos. Este conjunto abrangente de características é apanágio das visões sistémicas de movimentos como o decrescimento, o ecofeminismo, a transição ou o ‘buen vivir’, com os quais aquelas iniciativas apresentam claras afinidades, embora nem sempre reconhecidas. Aquelas semelhanças podem ser os pilares de uma rede ou aliança emergente que junte iniciativas e movimentos, práticas e visões, ação e reflexão, constituindo um verdadeiro “mosaico” plural de alternativas que promova uma efetiva transformação emancipatória da sociedade.

Os co-organizadores deste webinário convidaram membros de diversas iniciativas nacionais para uma conversa sobre as suas visões e práticas, mas também sobre a pertinência e as possibilidades de concretizar convergências e alianças rumo a uma transformação social mobilizadora, efetiva e duradoura que nos possa conduzir a sociedades justas, sustentáveis, prósperas, conviviais e democráticas.

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Intervenientes

  • Álvaro Fonseca

    Álvaro Fonseca

    Álvaro Fonseca Foi docente universitário e investigador na área das Ciências da Vida. Tem colaborado com pessoas das áreas da educação, da investigação artística e do activismo político e ambiental, com quem tem desenvolvido acções de reflexão e partilha de conhecimento em escolas e em espaços públicos ou associativos, e é membro coordenador da Rede para o Decrescimento.

    URL https://decrescimento.pt/

  • André Carapinha

    André Carapinha

    André Carapinha Licenciado e Pós-Graduado em Filosofia; artista; trabalhou na Ecoaldeia de Janas na área administrativa, de relações públicas e na gestão do seu centro de ensino não-formal; fundador da Horta Comunitária do Barreiro e da Cooperativa Mula, onde desenvolve actividade nas áreas da programação cultural, cozinha, agricultura e organização de formações e onde irá em breve lançar uma mercearia biológica.

  • Duarte Marques

    Duarte Marques

    Duarte Marques Depois de um ano a estudar "Engenharia da Energia e do Ambiente" ficou mais claro que nunca o quão grave e urgente é a crise climática, a ciência é cristalina, mas está a ser ignorada. Então decidi que seria mais valioso dedicar o meu tempo e energia ao ativismo e às artes para alertar sobre a gravidade da situação.

    URL https://sites.google.com/view/xrportugal

  • Eliana Madeira

    Eliana Madeira

    Integra, desde 2002, a equipa de projetos intervenção social do Graal. Tem desenvolvido a sua atividade nas áreas de Igualdade de Género, Migrações, Educação para a Cidadania Global e intervenção comunitária. Nos últimos dois anos, dedicou parte do seu tempo ao desenvolvimento do projeto "LigAções: organizações da sociedade civil em reflexão e ação sobre as assimetrias do território" no âmbito do qual foi escrita, a muitas mãos, a Carta Aberta pelo Direito ao Lugar.

    URL www.bancodetempo.net

  • Graça Rojão

    Graça Rojão

    Graça Rojão Co-fundadora e directora da cooperativa CooLabora - Intervenção Social, com sede na Covilhã e doutoranda em Sociologia na Universidade da Beira Interior com uma investigação sobre Decrescimento e Cuidado nas Iniciativas Locais Alternativas. É membro da Rede para o Decrescimento.

    URL www.coolabora.pt

  • Luís Chambel

    Luís Chambel

    Luís Chambel Quase quase quase septuagenário, é jornalista dissidente de uma formação académica em Economia, que abandonou na frequência do 5º ano, trabalhou na imprensa diária e posteriormente na regional, foi colaborador da revista "Utopia" e, mais recentemente, membro do coletivo de redação da "Erva Rebelde". Tem sonhos como os adolescentes.

Organizações participantes

CooLaboraA CooLabora é uma cooperativa de intervenção social com sede na Covilhã que se trabalha três eixos: - a promoção da economia solidária, através de soluções colaborativas; - a igualdade entre homens e mulheres e combate à violência de género; - a inclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade social. coolabora@gmail.com

Rede para o DecrescimentoA Rede para o Decrescimento, é um coletivo aberto, colaborativo, horizontal, apartidário e sem forma jurídica. Lançado em 2018, quer ligar todos os que se interessam, estudam, praticam ou defendem as propostas do decrescimento. Até meados de 2020, as atividades da Rede foram dinamizadas por dois núcleos, um em Lisboa e outro no Porto. A nossa atual estrutura e modo de funcionamento estão delineados num modelo de Orgânica Interna aprovado em Janeiro de 2021, que se pretende dinâmico e vivo, em permanente experimentação e evolução. As pessoas que constituem os nós da Rede mantêm-se ligadas através de ações conjuntas e continuadas, de aprendizagem individual e coletiva, e de reforço mútuo, que se concretizam através de Núcleos Locais (que desenvolvem dinâmicas ancoradas no território) e de Círculos (grupos de trabalho temáticos ou com funções específicas - p.ex. gestão interna ou comunicação). A acção da Rede tem como finalidades principais: fortalecer a capacidade de ação transformadora a nível pessoal e coletivo (num âmbito local, regional, nacional ou mundial); Intervir social e politicamente, com tomadas de posição públicas; disseminar as ideias, os valores e as propostas decrescentistas; criar espaços de reflexão e de ação, fortalecendo as relações interpessoais e o espírito de comunidade; desenvolver redes de entreajuda e de colaboração com movimentos afins (nacionais e/ou internacionais). geral@decrescimento.pt

Hora

(Sexta) 18:00 - 20:00

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