História

A história do Festival Umundu começa em 2009 na cidade de Dresden, na Alemanha, fundado por dois amigos, Patrick Ribeiro e Sascha Kornek. O Umundu nasceu como uma resposta dos dois à ausência de uma plataforma de encontro e reflexão sobre a temática de sustentabilidade que envolvesse tanto os grupos já ativos (mas dispersos) na área, quanto a população de forma geral.

O primeiro festival teve duração de 8 dias e mais de 40 eventos. A receção foi tão positiva que a equipa decidiu dar continuidade ao projeto. De um pequeno festival de bairro, logo o Umundu tornou-se um festival para toda a cidade.

A 3ª edição do Umundu Dresden recebeu o mais alto prémio de sustentabilidade do Estado Alemão para iniciativas de impacto no país.  Hoje, com mais de uma década, o Festival Umundu Dresden continua a acontecer todos os anos, tendo tornado-se uma instituição indispensável na cidade, uma incubadora de novos projetos para a cidade, e um dos maiores festivais do género na Alemanha.

O festival chega a Lisboa: Umundu Lx

Em setembro de 2019, de volta à Lisboa, Patrick lança a ideia de um Festival Umundu em Lisboa. 30 interessados e representantes de diversas organizações da área da sustentabilidadeparticiparam no evento inicial no Impact Hub de Lisboa. Decidiu-se avançar com a criação de uma equipa de organização que acabou por contar com mais de 20 voluntários.

O Festival Umundu Lx 2020 decorreu, de 9 a 17 de outubro, em vários espaços, na sua maioria cedidos gratuitamente, em Lisboa e Algés, e também online, tendo sido inteiramente financiado por um processo de crowdfunding.

O lançamento, no auditório da Escola Secundária Pedro Nunes, deu o mote para todo o festival: Perante mais de 70 espetadores, o documentário “Chasing Ice” mostrou provas irrefutáveis da rápida degradação planetária. Segui-se o fim-de semana “UmundUrbano”, dedicado à sustentabilidade em contexto urbano, com a realização de debates, palestras, exposições, lançamento de livro, filmes, oficinas e workshops. A Semana Umundu deu continuidade à exploração do tema da transformação sustentável da sociedade no contexto dasalterações climáticas, da perda da biodiversidade e dos limites biofísicos do planeta. O festival terminou com o MercadUmundu no Jardim do Príncipe Real, onde 32 expositores apresentaram projetos individuais e coletivos de produção ecológica e de comércio justo.

Apesar das condições desfavoráveis para a realização do festival, no contexto da pandemia de covid-19, foi possível contar com a participação de milhares de pessoas em 103 eventos, dos quais 58 presenciais, 37 online e 8 híbridos (presenciais + online), promovidos por mais de 100 organizações, com uma média de 30 pessoas por evento.


No vídeo abaixo, Patrick Ribeiro conta um pouco mais da história do Festival Umundu.

O webinar completo está disponível aqui.

O nome

A palavra Umundu contém múltiplos sentidos. Foi construída a partir da tradução para o português da expressão “one world” (ou “Eine Welt” em alemão), muito utilizada no espaço anglo-saxónico, e que transporta a ideia de a humanidade ser uma única grande comunidade global. Esta expressão também inclui em muitos contextos o pensamento de sustentabilidade, ecologia e justiça social (especialmente no contexto da disparidade existente entre as nações desenvolvidas do norte e as nações em desenvolvimento do sul).

Ao mesmo tempo, em Kinyarwanda, um idioma falado no Ruanda, no leste da República Democrática do Congo e no sul do Uganda, Umundu (uma variação da palavra Umuntu) significa pessoa ou homem. Em Kikuyu, um idioma falado no Quénia, Umundu é uma variante da conhecida palavra Ubuntu (que deu nome ao conhecido sistema operativo livre baseado em Linux) que, por sua vez, significa algo como “humanidade para com os outros” e exprime a consciência da relação entre o ser humano e a comunidade.

Umundu transporta, portanto, a ideia do indivíduo e a sua relação com o todo, a humanidade e o planeta, em todas as suas vertentes ecológicas, sociais e espirituais.

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