Outubro, 2021

Sab02Out19:0021:00Evento finalizadoDestaqueOnlineConversas Umundu - "Restauração de ecossistemas"19:00 - 21:00 Auditório BM Orlando RibeiroTema:Agricultura,Agricultura biológica,Agrofloresta,Alimentação,Alterções climáticas,Ambiente,Conservação ambiental,Crise Ambiental,Ecologia,Floresta,Recursos,Reflorestação,RegeneraçãoTipo:Debate / Conversa,Palestra

Descrição



Nas Conversas Umundu vamos falar com académicos, ativistas e profissionais da área, num espaço aberto que convida à participação.

No Dia Mundial do Ambiente, em 5 de junho, foi lançada a Década da Restauração dos Ecossistemas pelas Nações Unidas cujo objetivo é reunir cidadãos, governos e empresas em torno de um objetivo comum: prevenir, deter e reverter a destruição dos espaços naturais que suportam a vida na terra quando já não é suficiente apelar a mera proteção da Natureza.

Vamos abordar os mecanismos que estão a provocar a degradação dos ecossistemas do Planeta e tentar entender o que podemos fazer para que as ações humanas passem a ter um papel regenerador. Depois de falar do estado dos ecossistemas a nível global, teremos oportunidade de debater o que acontece em Portugal e que bons exemplos de projetos inspiradores estão em curso perto de nós.

Participantes

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Intervenientes

  • Catarina Grilo

    Catarina Grilo

    Associação Natureza Portugal/WWF

    Bióloga marinha, e atualmente Diretora de Conservação e Políticas na ANP, uma ONG de ambiente portuguesa que trabalha em associação com a WWF (ANP|WWF) num leque alargado de temas de conservação (vida selvagem, oceanos, água, florestas, alimentação, clima e energia). Ao longo da sua carreira, tem trabalhado numa variedade de organizações (setor público, setor privado, sem fins lucrativos, academia, filantropia) em diferentes continentes. O seu trabalho tem-se focado em assuntos ambientais na fronteira entre ciência e políticas públicas, e especificamente nas dimensões humanas de conservação marinha e pescas. Recebeu uma menção honrosa do Prémio Terre de Femmes em 2015 pelo seu papel na criação em Portugal da primeira pescaria apoiada pela comunidade (community-supported fishery), um circuito curto de comercialização de pescado estabelecido em parceria entre pescadores e uma ONG de ambiente.

    Associação Natureza Portugal/WWF

  • Catarina Joaquim

    Catarina Joaquim

    Dias nas Árvores

    Amante da natureza e deste planeta que habitamos, cedo percebi que era neste enclave da relação do ser humano com o restante mundo natural que eu queria estar. Sou agrónoma por vocação, e vejo os sistemas agrícolas como sistemas naturais, integrando todas as dimensões do mundo natural, sejam elas a dimensão geológica, hidrológica, biológica, energética, ou outra. A vida desenrola-se e as perspectivas alteram-se, mas a necessidade da produção de alimentos continua a ser uma uma premissa inalterada. No âmbito dos nossos projectos, já produzimos hortícolas e actualmente produzimos frutas diversas, inicialmente em agricultura biológica, actualizada ao longo do tempo com a permacultura e a agricultura regenerativa. Em 2013/14 plantámos o nosso pomar, diverso em espécies e variedades, planeado em sistema keyline, num solo extremamente empobrecido pelas actividades agrícolas das décadas (ou séculos) que nos precederam. Hoje é já um local que alimenta uma extensa vida natural, para além das pessoas.. Aprendemos muito, sabemos muito pouco. Continuamos a aprender. Há alguns anos iniciámos as actividades de formação e de consultoria, sempre em agricultura biológica e/ou regenerativa, porque sabemos que entendendo e trabalhando com os processos naturais potenciamos a energia dos sistemas e permitimos o incremento dos resultado0 obtidos. Isto é válido em todas as situações. As grandes dificuldades encontradas no mundo actual derivam de nós, humanos, termos começado a ver-nos e às nossas actividades como separados do mundo natural, e deixado de entender como todos funcionamos através dos fluxos ou ciclos naturais. Estamos aqui presentes para resgatar a agricultura para o que já foi e deveria voltar a ser - um desvio de um braço do vasto rio de energia vital e abundância da natureza, para a utilização dos seus processos na produção de alimentos necessários à humanidade.

    Dias nas Árvores

  • Inês Costa Pereira

    Inês Costa Pereira

    Caravana AgroEcológica

    Arquitecta Paisagista, doutoranda em Ciências da Sustentabilidade. Trabalha na Faculdade de Ciências desde 2019 no grupo de investigação MITE2 no projeto Caravana AgroEcológica, onde é uma das responsáveis pela implementação e agilização das atividades e projetos desenvolvidos. Para além disso faz parte do movimento de cidadãos de Campo de Ourique, o CampOvivo, onde colabora nos projetos ambientais e na ligação com as escolas do bairro.

    Caravana AgroEcológica

  • Marta Cortegano

    Marta Cortegano

    Projeto Sintrópico Mértola

    Engenheira Florestal, pelo Instituto Superior de Agronomia e doutoranda em Ciências da Sustentabilidade, pela Universidade de Lisboa. Em 2004 migrou de Sintra para Mértola, com o sonho de ajudar a valorizar o interior sul de Portugal e desde aí tem implementado e coordenado projetos e estratégias de desenvolvimento territorial, sendo atualmente Coordenadora de Projetos na ESDIME.
    Em 2015 fundou a Associação de Empresários do Vale do Guadiana. Em 2017 cofundou a Associação Terra Sintrópica com o objetivo de impulsionar a transição agroecológica e a regeneração pelo uso e de procurar soluções inovadoras e uma mudança de paradigma que permita uma visão holística e transversal, face aos principais desafios societais, essencial para a sustentabilidade dos sistemas alimentares e do planeta, desenvolvendo ação local estratégica, que se replica, reinventa e multiplica, inspirando novos atores e escalonando o poder de ação, rumo à transição para a sustentabilidade.

    Projeto Sintrópico Mértola

  • Paulo Magalhães

    Paulo Magalhães

    Common Home of Humanity

    Jurista e investigador no CIJE- Centro de Investigação Jurídico-Económica - Universidade do Porto, Licenciado pela Universidade Católica do Porto,  Doutorado em Ecologia Humana na Universidade Nova de Lisboa, Pós-Doutorado na Faculdade de Direito da Universidade do Porto com trabalho sobre o estatuto jurídico do Clima. É Presidente e fundador da Casa Comum da Humanidade e coordenador do Projeto Pegada Ecológica dos Municípios Portugueses da Zero. É Conselheiro do CNADS – Conselho Nacional de Desenvolvimento Sustentável, e coordenador do Climate Working Group da Earth System Law Task Force.

    Common Home of Humanity

Organizações promotoras

Organizações participantes

ANP (Associação Natureza Portugal/WWF)A Associação Natureza Portugal é uma ONG de Ambiente portuguesa, sem fins lucrativos, que visa a conservação da natureza e a proteção do planeta, trabalhando em parceria e estando alinhada com a missão internacional da WWF – World Wide Fund for Nature, de criar um futuro em que as pessoas e a natureza vivam em harmonia

Associação Terra SintrópicaA Associação Terra Sintrópica está localizada em Mértola, uma localidade do sudeste alentejano com clima semiárido e uma elevada vulnerabilidade à desertificação e alterações climáticas. É uma região de clima seco, com elevadas temperaturas estivais e uma das regiões mais afetadas pela seca em toda a Europa, aspeto severamente agravado por todos os cenários climáticos. Com estas condições, não é de estranhar que Mértola esteja entre as regiões da Europa com maior suscetibilidade à desertificação.

Caravana AgroEcológicaCaravana AgroEcológica - Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais ce3c, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. A Caravana AgroEcológica é uma iniciativa que vem dar resposta à necessidade de dar a conhecer a importância da agroecologia em Portugal. Projectos em desenvolvimento: -Dia dos Produtores -Rotas da Caravana AgroEcológica -Hortas nas Escolashttps://www.instagram.com/caravana_agroecologica/ caravana20@fc.ul.pt

Casa Comum da HumanidadeA CCH tem como principal objetivo contribuir para reconhecer juridicamente um estado de funcionamento do Sistema Terrestre que corresponda a um Clima Estável como Património Comum da Humanidade. O reconhecimento de um Património Comum Imaterial que atravessa todas fronteiras, que pertence a toda a humanidade e a todas as gerações, deverá vir a ser a base estrutural para a construção de uma economia regenerativa da natureza e de um novo sistema de governança global para a Humanidade https://www.commonhomeofhumanity.org/ ).

Dia nas ÁrvoresO modelo de agricultura do século XX, que nos trouxe até ao ponto em que nos encontramos hoje, foi muito eficiente no aumento da produção de alimentos, mas fê-lo através de modelos e paradigmas que justificavam a destruição do meio natural como um efeito colateral do aumento da sobrevivência humana. Hoje, a perceção mudou. Já compreendemos que todos somos meio natural, que a produção de alimentos, roupas, produtos utilitários e energia têm de estar em equilíbrio com a capacidade produtiva da natureza. Já compreendemos que, com a velocidade a que estamos a destruir a biosfera que habitamos, estamos a destruir o nosso bem-estar e as fontes de saúde, de energia e de alimento. Compreendemos também que estávamos errados. Ao contrário dos paradigmas anteriores, os novos paradigmas dizem-nos que podemos trabalhar positivamente, aceitando e incrementando a capacidade produtiva da natureza, recuperando solos, ciclos de água e nutrientes, prados e florestas, linhas de água e zonas húmidas, e que isto nos traz mais e melhor alimento, mais e melhor produção, mais e melhor rendimento, mais e melhor qualidade de vida. Dias Nas Árvores é um projeto de agricultura biológica e regenerativa em constante atualização. Uma agrónoma/bolseira de investigação científica e um jornalista, desiludidos com o alcance dos seus trabalhos, amantes da natureza e preocupados com a qualidade do solo e da alimentação, resolveram dedicar-se à produção de alimentos de qualidade (fruta e hortícolas), recuperando, em simultâneo um solo degradado resultante da desflorestação do início do século XX.

Movimento Juntos Pelo SudoesteO Movimento Juntos Pelo Sudoeste é um movimento apartidário de cidadãos de Odemira e Aljezur preocupados com a situação do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) face ao avanço da agro-indústria num modelo agrícola intensivo com culturas de estufas e plástico. .

Umundu LxA palavra Umundu contém múltiplos sentidos. Foi construída a partir da tradução para o português da expressão “one world” (ou “Eine Welt” em alemão), muito utilizada no espaço anglo-saxónico, e que transporta a ideia de a humanidade ser uma única grande comunidade global. Esta expressão também inclui em muitos contextos o pensamento de sustentabilidade, ecologia e justiça social (especialmente no contexto da disparidade existente entre as nações desenvolvidas do norte e as nações em desenvolvimento do sul).

Medidas de contingência

Uso obrigatório de máscara
Distancia física obrigatória
Indicações adicionais Estão em vigor as normas de contingência da DGS, na vertente presencial.

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