Outubro, 2022

Sex21Out18:0019:30DestaqueEstocolmo+50 - E agora?Conversa Umundu Lx18:00 - 19:30 Auditório BM Orlando RibeiroTemas:Alterções climáticas,Justiça climática,Lixo zeroTipo:Debate / Conversa2 participantes78 Lugares livres

Descrição

Nesta Conversa Umundu dedicado aos 50 Anos da Conferência de Estocolmo vamos falar com cientistas, ativistas e intervenientes políticos sobre as transformações necessárias a nível individual e coletivo. Propomos uma reflexão sobre a forma de nos prepararmos para um futuro sem estabilidade climática e a necessidade de renunciar a estilos de vida assentes na economia fóssil e na exploração desenfreada dos recursos da Terra.
Em 1972, a primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, mais conhecida como Conferência de Estocolmo, reconheceu que o ser humano interage com a natureza em várias dimensões, sendo ao mesmo tempo interveniente sobre o seu ambiente como o seu produto inseparável, tendo a declaração final sublinhado a importância da conservação e restauração ambiental. A conferência deu origem ao Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP na sigla inglesa), com sede em Nairobi, no Quénia, e ao Dia Mundial do Ambiente, assinalado pela primeira vez em 5 de junho de 1974.
Assinalaram-se agora os 50 anos da Conferência de Estocolmo com o evento “Estocolmo+50: um planeta saudável para a prosperidade de todos – a nossa responsabilidade, a nossa oportunidade”. Mas a realidade é bastante mais sombria do que o lema do evento faz supor. Nos últimos 50 anos, a destruição da biosfera e o aquecimento global progrediram de forma acelerada e aparentemente imparáveis, ameaçando tornar o planeta Terra inabitável para a espécie humana, a par de muitas outras espécies que já desapareceram da Terra ou estão em vias de extinção. Não há dúvidas quanto a responsabilidade humana e, de acordo com muitos cientistas, chegámos à época do Antropoceno. Será que já é tarde demais para atuar?

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Intervenientes

  • Cheila Collaço Rodrigues

    Cheila Collaço Rodrigues

    Chei, ou Cheila Collaço Rodrigues, Poeta, activista Interseccional, eco-feminista, entre outras definições. Está e esteve organizada nos colectivos: Extinction Rebellion Portugal (XR Lisboa), Minas Não (Lisboa), Fórum Indígena de Lisboa, Caravana Zapatista pela Vida (Lisboa e Barroso), Rede 8 de Março (Núcleo de Lisboa). Acompanha a crise ecológica e está mais activamente ligada a esta luta, bem como em específico à luta Anti-Extractivista/Anti-Mineração desde 2018. Luta por Defender a Vida, por proteger a Biodiversidade e apoiar as culturas resistentes e/ou originárias não-ocidentalizadas nela integradas, ou seja dedica-se à luta pelos Direitos Humanos e pelos Direitos à e da Terra, conduzida por princípios como o antiextractivismo, o decrescentismo, a Resistência Civil bem como de processos assembleários que respeitem as bases locais, vincando ainda a importância da Interseccionalidade na forma de intervir no processo e reflectir sobre o mesmo. Acredita na necessidade de políticas de Cuidados, para a resolução da crise existencial que enfrentamos colectivamente. Para além de poeta é também performer, orientadora de sessões de escrita criativa e organizadora de saraus e eventos artístico-culturais, solidários e políticos. Tem consciência que está viva na altura mais crucial da História do Planeta e da Humanidade, por isso age, com Amor e Raiva.

  • Joana Guerra Tadeu

    Joana Guerra Tadeu

    Ambientalista Imperfeita

    Ativista pela justiça social e climática, tem uma rubrica nas manhãs da Antena 3, um podcast com reportagens, debates e entrevistas sobre sustentabilidade - Ambientalista Imperfeita - e mais de 20 mil seguidores no instagram dispostos a fazer mais pelo planeta e pelas pessoas. Cria conteúdos na área da ecologia e do impacto social e dá formações com objetivos de impacto social e ambiental positivos.

    URL http://ambientalistaimperfeita.com/

    Ambientalista Imperfeita

  • Luís Fazendeiro

    Luís Fazendeiro

    Físico de formação e investigador em energia e clima no CENSE, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, onde concluiu um doutoramento em alterações climáticas e políticas de desenvolvimento sustentável. Faz parte do Concelho editorial do jornal Le Monde diplomatique – edição portuguesa, onde tem publicado vários artigos sobre temas ambientais e crise climática. Activista pela justiça climática desde 2015, publicou ainda um livro de poesia na editora Douda Correria.

  • Maria Paixão

    Maria Paixão

    Último Recurso

    Assistente Convidada e Investigadora na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Acredita que a educação e a imaginação radical são a chave para uma sociedade melhor, o que a levou a dedicar-se ao ensino e à investigação. Tem investigado os deveres de proteção climática do Estado e explorado de que forma o Direito Ambiental, herdado do liberalismo capitalista, se pode transformar num Direito Ecológico - inclusivo e não utilitarista. Encontrou na Último Recurso o espaço ideal para unir o ativismo e o Direito em prol da luta pela Justiça Climática.

    Último Recurso

  • Susana Fonseca

    Susana Fonseca

    ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável

    Doutorada em Sociologia pelo ISCTE – IUL. Foi investigadora na área da Sociologia do Ambiente no ISCTE-IUL e mais recentemente no ICS-ULisboa. É fundadora e membro da direção da organização não governamental de ambiente ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável, desde janeiro de 2016, onde coordena a área “Sociedades Sustentáveis e Novas Formas de Economia” e onde atualmente colabora. Faz parte do grupo de fundadores da Coopérnico – Cooperativa de Desenvolvimento Sustentável, CRL.

    ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável

Organizações participantes

Umundu LxA palavra Umundu contém múltiplos sentidos. Foi construída a partir da tradução para o português da expressão “one world” (ou “Eine Welt” em alemão), muito utilizada no espaço anglo-saxónico, e que transporta a ideia de a humanidade ser uma única grande comunidade global. Esta expressão também inclui em muitos contextos o pensamento de sustentabilidade, ecologia e justiça social (especialmente no contexto da disparidade existente entre as nações desenvolvidas do norte e as nações em desenvolvimento do sul).

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